O futebol acreano atravessa um momento decisivo fora dos gramados. A busca por um aporte financeiro robusto para a temporada 2026 nasceu do campo das ideias e ganhou pauta oficial na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Confira abaixo os fatos que marcaram esta movimentação nas últimas semanas:
Os bastidores do aporte financeiro
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- 04 de fevereiro de 2026 (O pontapé inicial): O deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD) subiu à tribuna da Aleac para defender formalmente a revisão do incentivo ao esporte. Em seu discurso, o parlamentar argumentou que o montante de R$ 1,5 milhão — que foi o valor repassado pelo governo estadual em 2025 — não é mais compatível com a realidade inflacionária e os custos operacionais dos clubes. Ele propôs, publicamente, a elevação do repasse para R$ 2 milhões.
- 05 a 24 de fevereiro de 2026 (Período de articulação): Durante as semanas seguintes, houve um intenso trabalho de bastidores. Dirigentes dos clubes profissionais e representantes da Federação de Futebol do Acre (FFAC) iniciaram reuniões com parlamentares e secretários estaduais para alinhar a viabilidade técnica do aumento proposto pelo deputado. O objetivo era garantir que o novo valor fosse incluído no cronograma orçamentário do Estado antes do início das fases mais críticas dos campeonatos nacionais.
- 25 de fevereiro de 2026 (A reunião decisiva): Na última quarta-feira, uma reunião estratégica foi realizada para selar o alinhamento. Participaram do encontro Adem Araújo (representante da FFAC), o secretário de Esportes Ney Amorim e o deputado Eduardo Ribeiro. O foco foi ajustar os detalhes do convênio e estabelecer um prazo para que o recurso chegue aos clubes, idealmente antes do final de março, para evitar prejuízos operacionais e salariais durante o segundo turno do estadual.
O cenário atual (Fevereiro/2026)
A proposta de elevar o incentivo de R$ 1,5 milhão para R$ 2 milhões segue em negociação avançada. O argumento central dos defensores do aumento é que os clubes acreanos enfrentam um custo de logística de deslocamento para competições nacionais (Série D e Copa do Brasil) significativamente mais alto do que times de outras regiões, tornando o apoio governamental uma questão de sobrevivência e não apenas de fomento.
Redação Horário Nobre













