Crônica curta: no Acre, o jogo já está sujo e ainda nem começou direito

No governo, a novela ficou menos sutil. Alan Rick lidera as pesquisas e posa como favorito, mas favorito de março no Acre é só o primeiro a virar alvo.
Gladson em 2 de abril, o que muda o jogo, porque campanha com caneta não é a mesma coisa que campanha com release. Tião Bocalom, por sua vez, levou um “não” do PL por telefone e agora virou peregrino de legenda, enquanto o PSDB se transformou naquele puxadinho disputado por todo mundo — afinal, ninguém quer ficar sem um plano B.
Na esquerda e nas bordas do tabuleiro, o cenário é mais de sobrevivência do que de euforia. O PT já admite que pode nem ter candidato próprio ao governo e trabalha com Thor Dantas como o nome mais citado de uma frente mais ampla. Jamyr Rosas segue como aposta do PSOL, mais para marcar posição do que para assustar os grandes. Dr. Luisinho, pelo Agir, entrou no jogo para dizer que existe vida fora da velha política — embora ainda precise provar que existe voto também. André Kamai já rondou as conversas para o Palácio, mas hoje o PT parece mais concentrado em alianças e na disputa pelo Senado. Marcus Alexandre, que também já foi lembrado em composições, disse que seu projeto agora é outro: a Aleac.
 
É no Senado que o banquete ferve. Gladson Cameli entra pesado e com cara de quem acha que uma vaga já tem dono. Márcio Bittar fez o que sabe fazer: costurou, esperou e apareceu melhor posicionado na dobradinha governista. Jorge Viana é o caso mais curioso: o PT o quer no Senado, mas ele hoje preside a ApexBrasil, um posto nacional com muito mais vitrine e conforto institucional do que o palanque acreano costuma oferecer. Em tradução livre: Jorge teria de trocar um gabinete global pela lama local. Mara Rocha segue viva, Jéssica Sales continua no páreo mesmo depois de perder espaço na chapa governista, e Petecão continua sendo aquele nome que ninguém descarta, porque conhece o interior como poucos.
E tem mais gente no salão. Eduardo Velloso tenta se reinventar no Solidariedade, mas chega com um peso que não cabe debaixo do tapete: foi alvo de operação da PF e da CGU que apura suspeitas de desvio de emendas Pix. É o tipo de carimbo que atrapalha qualquer discurso de renovação. Inácio Moreira entra pela federação PSOL/Rede para não deixar a esquerda menor fora da foto. Coronel Ulysses continua rondando a disputa porque aparece lembrado em pesquisas, mesmo sem uma candidatura ao Senado tão amarrada quanto a dos nomes principais.
O resumo mais honesto é este: Alan lidera, Mailza arma, Bocalom procura teto, Thor tenta parecer novidade, Jamyr e Luisinho marcam presença, Kamai saiu do foco do governo e Marcus pegou outro rumo. No Senado, Gladson chega forte, Bittar chega encaixado, Jorge decide se troca a Apex pela briga, Mara, Jéssica e Petecão seguem na fila, Velloso tenta sobreviver politicamente mesmo sob investigação, Inácio compõe o quadro e Ulysses ronda pelas beiradas.

No Acre, a campanha ainda nem começou oficialmente — e já tem gente sangrando antes do primeiro debate.

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