Rio Branco, AC – 27 de fevereiro de 2026
O calendário eleitoral impõe uma data limite: 4 de abril de 2026. É neste dia que o governador Gladson Cameli deverá renunciar ao cargo para estar apto a disputar uma das duas vagas ao Senado Federal. Este movimento não é apenas uma formalidade, mas a principal aposta estratégica do grupo governista para tentar manter o Palácio Rio Branco sob o comando do Progressistas (PP).
O “Poder da Caneta” nas mãos de Mailza
A partir de abril, Mailza Assis deixa de ser a “vice” para se tornar a Governadora de facto. No marketing político, isto chama-se “vitrine”.
- O fator máquina: Com a posse definitiva, Mailza passa a comandar o orçamento estadual, a agenda de inaugurações e a nomeação de cargos. A estratégia é usar os seis meses antes da eleição (abril a outubro) para conquistar mais popularidade através de exposição política e midiática.
- Consolidação de apoios: Como governadora em exercício, a sua capacidade de atrair prefeitos do interior aumenta exponencialmente. Esta semana, ela reforçou que manterá o diálogo com o PL, tentando evitar que a sigla se feche

O desafio: A sombra de Gladson vs. Identidade própria
- Transferência de votos: Gladson Cameli goza de alta popularidade. O desafio de Mailza é herdar esses votos sem perder o apoio da ala mais conservadora, que hoje se divide entre Alan Rick e Bocalom.
- Narrativa de Continuidade: A matéria de fundo desta semana nos bastidores do PP é que Mailza precisa “fazer a diferença no campo” (especialmente no agronegócio) para provar que tem gestão própria e não depende apenas do carisma do antecessor.
O impacto sobre os adversários
- Alan Rick (União): Observa o desempenho de Mailza com cautela. Se ela crescer muito na máquina, a estratégia de Alan de vencer no primeiro turno torna-se quase impossível, empurrando a disputa para um segundo turno incerto.
- Tião Bocalom (PL): A renúncia de Gladson também pressiona Bocalom. Se ele sair da prefeitura para enfrentar Mailza e Alan, corre o risco de ficar sem cargo caso perca. Se ficar na prefeitura, perde a chance de enfrentar a “máquina” estadual de igual para igual.
| Cenário | Para Mailza Assis | Para Alan Rick e Bocalom |
| Poder Executivo | Assume 100% da gestão e orçamento. | Perdem o palco das inaugurações oficiais. |
| Visibilidade | Presença diária na mídia como Governadora. | Precisam investir mais em redes sociais e rádio. |
| Alianças | Tendência de atrair partidos “centristas”. | Disputam o espólio do bolsonarismo raiz. |











